terça-feira, 29 de março de 2011

Rita no país das maravilhas





Estamos no início da Primavera, sopra um vento fresco, umas folhas dançam pelo ar e um sol envergonhado dá um ar da sua graça. Numa pequena aldeia, abrigada entre montanhas, morava a família Arieira, numa grande casa com vista para o parque. Essa família era constituída pelo pai o senhor Leonardo, pela mãe, a senhora Margarida e pela filha de cinco anos que se chamava Rita. Havia outro membro importante nessa família, o cão Max.

A Rita só tinha cinco anos e gostava muito de passear no parque em frente a sua casa, sempre acompanhada pelo seu melhor amigo. O Max, como era um cão bem comportado não necessitava de usar coleira pois nunca saía da beira da sua dona.

O parque era fascinante. Havia uma macieira diferente, pois dava maças todo o ano, e eram bem docinhas e vermelhinhas. Um regalo para as crianças!

Flores de todas as cores tornavam este espaço multicolor. A relva verdinha e o grande lago onde patos brincalhões se refrescavam, as rãs coaxavam alegremente, os peixes nadavam ao som dessa melodia, e os nenúfares boiavam preguiçosamente, contribuíam para tornar este recinto mágico. A Rita sentia-se como a “Alice no País das Maravilhas”. Mas a sua grande tentação era a macieira. Sempre que passava junto da árvore não resistia àquele aroma, aquele vermelho tentador. E caía na tentação de comer aquelas maças vermelhinhas. Como era uma menina muito asseada, nunca esquecia de as lavar antes de meter à boca, como lhe ensinara sua mãe. Então, dirigia-se a uma fonte que ficava ali juntinho à árvore, de onde saía uma água limpa e transparente.

A família Arieira não podia ter escolhido melhor sítio para morar.

Mónica Parente, nº19, 7ºC